| Mesa de Ciberesportismo |
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Acabei de assistir o material da gravação da mesa de ciberesportes. Ela deve entrar na ilha de edição semana que vem, e se houver aprovação dos participantes, devo colocá-la online em breve para que todos possam assistir uma hora de bate-papo, com direito à premiação dos times ganhadores, e de lambuja a abordagem de tópicos como:
Pela quantidade de assuntos, não espere aprofundamento no tratamento de nenhum dele, mas essa falta de compromisso teórico não torna a mesa menos rica. Muito pelo contrário. A experiëncia única e pessoal desses 3 pontos de vista de um mesmo processo (a organização, a preparação, e os jogadores) são um material único e imprescindível de pesquisa e memória que deve ser disponibilizado e divulgado para toda a sociedade. Infelizmente, algumas pessoas que dizem entender de games, não conseguiram ainda entender a importância dessas "competiçõezinhas", como eles às chamam, e criiticaram duramente a inclusão delas no evento. E concordo que para a maioria dessas pessoas, que enxergam o videogame apenas em um universo reduzido de diversão pela diversão, com alguma possibilidade de trabalho, esse universo amplo seja realmente difícil de entender.
E para fechar com chave de ouro, as pessoas foram convidadas a um bate-papo com 3 pontos de vista diferentes, de todas as etapas desse rico universo, dos eventos locais e independentes, aos grands eventos internacionais. Representando o lado dos eventos internacionais, tivemos a gratificante presença de Rodrigo Moretz, que para quem não conhece, é o responsável pela participação do Brasil na WCG, World Computer Games, uma das 3 grandes cibercompetições do mundo. É dificílimo conseguir uma vaga em sua disputada agenda, repleta de viagens e compromissos com parceiros, e ele se mostrou presente, participativo, e de coração aberto para falar a todos os presentes da organização e importância social deste grande evento. Para nossa tristeza, por um problema de última hora, o representante da ESWC não pode comparecer, e não tivemos a nossa esperada mesa com duas das maiores competições ciberesportivas do mundo. Muito obrigado ao Rodrigo, e a todo pessoal da agência Mkt Cell que não poupou esforços em conseguir a sua presença em nosso humilde evento, e cedeu entre ajuda, motivção e equipamentos, o juiz dos campeonatos, Leandro "Montoya" Estevam. Foi um prazer trabalhar com todos vocês nesse evento.
Os dois jogadores, Hammet e Rafael, apesar de falarem pouco, trouxeram uma colaboração importantíssima dentro dos jogos que eles conhecem e trabalham muito bem, o RTS (estratégia em tempo real) Age of Empires, e o FPS (first preson shooter) Battlefield 2, respectivamente. A única ressalva que eu faço a uma das colocações da mesa, é sobre um discurso comum que veio à tona, e já ouvi isso em diversos lugares, sempre discordando: a superioridade do equipamento do gamer. É certo que as competições ciberesportias em muito se assemelham à Fórmula I, e a outros diversos esportes profissionais e olímpicos. Isso inclui testes de novos hardwares, como mouses, placas de vídeo e até mesmo teclados. Se um hardware passar no teste de exigência de um profissional desses ele está mais do que recomendado, pois eles realmente exigem muito de um hardware, como precisão e confiabilidade, como poucas pessoas exigiriam. Mas não são os únicos, como foi dito. O hardware de games é específico para games, e pode contrinuir bastante em outras categorias domésticas e de entretenimento, mas cada categoria profissional apresenta suas exigÊncias próprias. Sabemos que as placas de vídeo para games, por exemplo, tem de ter uma velocidade muito acima das outras, mas para conseguir essa velocidade a um preço acessível elas sacrificam alguasm características, como render dos polígonos não-visiveis, aqueles que não são necessãrios no jogo, mas são necessãrios em aplicações técnicas e científicas, como realidade virtual, arquitetura, aplicações médicas e simulações. Por isso os games realmente puxam o desenvolvimento do hardware, mas não de todos, como ficou aparente na mesa. Cada categoria profissional têm suas exigências próprias, e o game é uam delas. Eu disse que ia assistir tudo e dar notas à cada mesa? Disse! Nota dez com apenas essa ressalva. Recomendo mais uma vez, aos estudiosos, familiares, e até aos "especialistas" gamers mais resistentes, uma atenção especial à cena ciberesportiva, em especial a brasileira, que apesar de emergente, vêm conquistando títulos e medalhas mundo afora, e mais do que isso, tem seguido e inovado na tradição dos esportes, em fazerem as pessoas trabalharem como time, amadurecerem como pessoas, se integrarem, e buscarem uma socialização sadia e fértil, como o esporte e a arte podem proporcionar.
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